Violência Online
    Notícias | Bibliografia | Faq's | Glossário | Links | Arquivo | Contactos
Apresentação Sociedade Colaborações Legislação Opinião Multimédia Estatísticas
COLABORAÇÕES
Colaborações

Violência conjugal - A Mulher e a Criança
2009-03-11

Ana Ganho Ávila Costa*


Ao rever alguns ensaios onde é abordada a evolução das relações interpessoais até à modernidade, deparamo-nos com frequentes passagens que captam a nossa atenção e onde se explora a insegurança manifesta e encerrada nos espaços privados (Giddens, 1994a; Lipovetsky,1983). Não sendo característica da era moderna, é um fenómeno que atravessa os tempos, mas que nem por isso mereceu a devida atenção. Estas formas de violência doméstica viram-se redescobertas pela ciência apenas entre os anos 60 e 70. Desde essa data muito se tem feito ao nível das diferentes dimensões sociais (em termos teóricos e das suas aplicações práticas), mas pouco se tem transformado nas mentalidades daqueles que vivem directamente estas relações de violência e dos dispositivos que as legitimam. Como fenómeno fortemente enraizado em crenças e mitos culturais, a sua mudança tem encontrado diversos obstáculos.

A violência na conjugalidade é apenas uma das várias formas geradoras desta insegurança sentida no espaço pessoal. Por esta se entende toda a agressão (verbal psicológica, física e/ou sexual) exercida contra o cônjuge ou companheiro, com o intuito de obter poder e controlo sobre o mesmo (Silva, 2000). Remete-nos para relações de subordinação e intimidação do outro, vulgarmente silenciadas e que assumem o carácter de abuso, físico e/ou psicológico. Desenrolam-se, frequentemente, sob a alçada do tradicionalismo patriarcal, onde tem lugar a desigualdade nas relações de género, socialmente legitimada. Por habitualmente não terem voz, tornam-se invisíveis, prolongando-se por longos períodos de tempo, durante os quais, muitas vezes, a violência não é reconhecida pela própria vítima. Numa dinâmica perversa que transforma as noções de responsabilidade, são as vítimas que enredadas neste jogo cíclico, se assumem como culpadas e merecedoras do abuso.


 


 

 Dinâmicas associadas à violência conjugal

A dificuldade de ruptura por parte destas mulheres vítimas da violência dos companheiros, prende-se com diversos factores, entre os quais, os valores relativos ao casamento, a sua vulnerabilidade social, bem como os próprios dispositivos de segurança inerentes a uma possível denúncia (Pais, 1999). Encontramos também, determinantes mais subtis associadas ao prolongamento da relação violenta e que se prendem com a dependência emocional destas mulheres relativamente ao agressor. De facto, como refere Walker (1994) (cit. Matos & Machado, 1999), poderemos verificar dois padrões de violência associados a esta dinâmica: (i) descreve um ciclo previsível de três fases (aumento da tensão; episódio de violência; reconciliação), sendo a primeira a mais prolongada e a segunda a fase mais curta; (ii) a frequência, intensidade e perigosidade tendem a aumentar ao longo do tempo. Apesar do carácter repetitivo deste ciclo, a vítima não tem consciência da sua previsibilidade, donde, envolvida num misto de medo, culpa e esperança, dificilmente assume uma atitude de ruptura, promovendo e mantendo o seu sentimento de incapacidade.

As estratégias utilizadas pelo agressor, no sentido de obtenção de poder e controlo sobre a vítima, variam desde violência física, psicológica, verbal e sexual, passando pela coacção, intimidação e ameaças, podendo mesmo, vir a assumir formas mais subtis como o isolamento social ou o controlo económico.

Ao permitir a continuidade desta dinâmica, na maioria dos casos, o intervalo de tempo entre a fase de aumento de tensão e o episódio de violência tende a diminuir, e a fase de reconciliação poderá mesmo deixar de existir.Impacto dos maus tratos na mulher-vítima

Existem diversos factores que contribuem para a severidade e extensão do impacto dos maus tratos, bem como para a sua posterior resolução construtiva. Entre estes, encontramos o padrão de violência (frequência, severidade e o tipo de actos cometidos) e factores como a relação com o agressor, gravidade dos ferimentos, circunstâncias de ocorrência dos maus-tratos, história anterior, rede social e familiar de apoio e recursos disponíveis (idem).

Deste modo, foram identificadas dinâmicas traumáticas particulares que poderão, ou não, ocorrer em simultâneo:

a) distúrbios cognitivos e de memória (flashbacks, pesadelos, confusão, dificuldades de concentração, crenças disfuncionais, memórias intrusivas).

b) comportamentos depressivos ou de grande evitamento (vergonha, isolamento, culpabilização, desvalorização e falta de confiança).

c) distúrbios de ansiedade (hiper vigilância, fobias, ataques de pânico, taquicardia e falta de percepção de controlo que conduz ao desânimo aprendido).

Para além das diferentes reacções possíveis, os discursos invalidantes que envolvem as histórias de violência na conjugalidade dificultam a tomada de decisão no sentido da autonomização, ampliando o seu sentimento de insatisfação e desqualificação pessoal. Consequentemente, com frequência observamos mulheres que assumem a sua incapacidade em qualquer um dos papéis sociais a desempenhar. Questionando também a sua competência enquanto mães, dada a natural e consequente indisponibilidade para o apoio aos seus filhos, face às suas circunstâncias de vida.

As diferentes reacções que poderão emergir deste tipo de situações traumáticas, deverão ser entendidas como mecanismos de sobrevivência despoletados pelas vítimas face à situação de violência experiênciada. Ou seja, do ponto de vista do apoio dos profissionais da saúde mental, exige uma abordagem compreensiva e profundamente empática (sem prejuízo da avaliação clínica que lhe deverá estar subjacente), no sentido da valorização de uma nova atitude assumida pela mulher vítima na procura de ajuda.


A exposição das crianças à violência conjugal

As vítimas indirectas de crimes que põem em causa a integridade física e psicológica dos indivíduos, podem ser afectadas por estes de duas formas: vitimação primária (impacto do crime propriamente dito) e vitimação secundária (forma como os outros respondem ao crime infligido sobre si) (Sani, 1999). Deste modo, as reacções que manifestam são em tudo semelhantes às das vítimas directas, devendo, por este motivo ser consideradas nas mesmas circunstâncias.

No contexto específico da violência na conjugalidade, as crianças que testemunham estes esquemas relacionais disruptivos são, por excelência, as vítimas silenciosas da dinâmica parental. Pela sua proximidade, familiaridade e relacionamento com o perpetrador e a vítima, ao impacto deste testemunho vêm associados problemas comportamentais e emocionais, em tudo semelhantes aos referidos pelas crianças vítimas directas de abuso pelos progenitores (idem). Deste modo, não será um erro considerar a vitimação indirecta destas crianças como abuso psicológico, conforme proposto por Gabardino (Gabardino et al., 1986 cit. Peled & Davis, 1995) e por outros autores (e.g. Margolin, 1998).

Os maus-tratos psicológicos sobre as crianças testemunhas (vítimas indirectas) de violência conjugal poderão assumir três formas distintas:

a) aterrorizar, pondo em causa a sua frágil estrutura emocional (quando o agressor, é verbalmente agressivo com a criança, promovendo um clima de medo, de tirania, assustando a criança que começa a percepcionar o mundo como caprichoso e hostil);

b) viver num ambiente de perigosidade eminente;

c) exposição a modelos de interacção negativos (modelagem dos comportamentos rígidos, auto-destrutivos, violentos e antisociais do agressor) (idem).

Pelo facto de viverem nestas circunstâncias, normalmente crónicas e recorrentes, estas crianças vêem ameaçada a sua concepção da casa e da família como contexto de protecção e segurança, sendo-lhes ainda negadas as suas figuras de suporte. Assim, para além das formas de abuso já mencionadas, podemos acrescentar que a omissão do papel de suporte emocional dos pais e suas funções consequentes, não atendendo às necessidades básicas da criança, comprometerão gravemente os mecanismos e padrões de vinculação no presente e no futuro.

Embora, não podendo ser generalizado, segundo vários autores (Margolin, 1998; McCloskey, Figueiredo & Koss, 1995) o fenómeno de co-ocorrência da vitimação indirecta e outras formas de abuso tem-se vindo a verificar. O abuso físico é muitas vezes referido, até porque uma das formas de reacção destas crianças à violência parental consiste em intervir directamente no conflito, transformando-as em possíveis alvos de agressões[1] (Margolin, 1998; Sani, 1999).


O impacto do fenómeno de exposição no desenvolvimento da criança

A exposição ao conflito interparental tem vindo a ser analisado ao nível dos efeitos indirectos da violência na criança, ou seja, no que se refere à disfuncionalidade destas famílias (Sani, 1999; Davies & Cummings, 1994). Neste contexto, são apontados prejuízos desta dinâmica sobre a qualidade das funções inerentes à parentalidade, entre os quais a menor responsividade dos pais aos apelos da criança e os seus comportamentos inefectivos e mesmo inconsistentes, no que toca às práticas educativas que afectam a relação de vinculação aos progenitores e aumentam a conflitualidade entre os irmãos (Sani, 1999)

Só muito recentemente, a investigação se tem vindo a debruçar sobre os efeitos directos desta exposição, tendo sido observado o seu impacto nos diferentes domínios do desenvolvimento da criança. A vivência num ambiente de violência, onde os protagonistas são as suas figuras de apego, desenvolve nestas crianças a concepção de um mundo imprevisível, inseguro e assustador, promovendo a manifestação de sintomas de ansiedade, de evitamento e agressividade. Consequentemente, são descritos problemas comportamentais e emocionais, bem como comprometimento ao nível da aprendizagem, cuja gravidade depende do nível de desenvolvimento da criança, severidade da violência presenciada e proximidade quer ao ambiente físico, quer à vítima (idem). Surgem, deste modo, problemas de internalização e de externalização, relacionados com as competências sociais, dificuldade de interpretação de situações e relações sociais, e efeitos ao nível da resolução de problemas que se encontram associados ao segredo e vergonha subjacentes a esta dinâmica, bem como, à empatia debilitada e temperamento disruptivo destas crianças. Observamos, deste modo, que o impacto da vitimação indirecta afecta, antes de mais, a sua vida emocional accionando estratégias de sobrevivência desajustadas, onde a confiança nos outros aliada a uma baixa auto-estima, num misto de medo e raiva, dificultam a regulação das suas emoções, dando lugar a elevados níveis de reactividade comportamental (Sani, 1999; Margolin, 1998).


Factores mediadores dos efeitos da vitimação

A complexidade e multidimensionalidade da relação entre a violência a que a criança está exposta e os seus efeitos consequentes, remetem-nos para uma breve análise dos factores pessoais e situacionais envolvidos nesta dialéctica, uma vez que os efeitos disruptivos não são os mesmos para todos os casos.

 

Severidade da violência testemunhada - as crianças vítimas de violência conjugal apresentam mais problemas comportamentais do que crianças de famílias discordantes, onde o conflito não implica agressão física e/ou psicológica. Estes efeitos são ainda mais acentuados se a violência testemunhada implicar as duas formas de abuso (físico e psicológico) (Peled & Davis, 1995; Margolin, 1998; Leitenberg, Coffey, Bennett & Jankowsky, 1997).

 

Abuso sobre a criança - se para além da exposição, estas crianças forem elas próprias vítimas de abuso, as sequelas consequentes manifestam-se em maior grau (Peled & Davis, 1995; Margolin, 1998; McCloskey, Figueiredo & Koss, 1995).

 

Diferenças de género - apesar de ser indiscutível a presença de efeitos nefastos resultantes da vitimação indirecta, os estudos que analisaram a influência do género, como factor mediador, são inconclusivos. Dada a complexidade de relações entre os factores intervenientes, deparamo-nos com resultados muitas vezes contraditórios, sendo que este facto poderá ser explicado pela sua forte dependência de outras variáveis, tais como o nível de desenvolvimento ou a idade de cada criança.

De um modo geral, parece evidente que em idade pré-escolar as raparigas manifestam uma menor empatia e maiores níveis de ansiedade e os rapazes apresentam mais problemas comportamentais de externalização e internalização, bem como, níveis mais elevados de agressividade, depressão e manifestações somáticas.

Em idade escolar, a situação altera-se, sendo que as raparigas apresentam, de um modo geral, mais problemas comportamentais, associados a elevados níveis de agressividade e problemas de internalização. Encontrámos, no entanto, outros estudos referem os rapazes como manifestando mais problemas comportamentais do que as raparigas (Peled & Davis, 1995; Margolin, 1998).

 

Idade - de um modo geral, também não parece existir consenso quanto às diferenças de idade, como factor mediador do impacto. Devemos, contudo, referir que as crianças mais novas (dos 0 aos 2 anos) embora sendo menos evidente e podendo não compreender muitas das situações que testemunham, sentem em maior grau a indisponibilidade dos pais, dado serem mais dependentes. De qualquer modo, a percepção do seu ambiente familiar tem um forte impacto sobre a sua vida comportamental e emocional, contra as expectativas da maioria dos pais (Cummings & Davies, 1994 cit. Sani, 1999; Margolin, 1998; Peled & Davis, 1995).

 

Stress materno/irritabilidade paterna e práticas educativas - os estudos efectuados neste âmbito apontam, por um lado o stress materno como um factor importante, considerando, neste domínio, a saúde mental da mãe, acontecimentos de vida negativos e crise familiar. A irritabilidade manifesta pelo pai agressor (normalmente decorrente de distúrbios de personalidade, alcoolismo ou reclusão) inscreve-se como outro factor promotor de comportamentos disruptivos nestas crianças, sendo as raparigas referidas com manifestações depressivas e problemas de conduta. Por outro lado, a educação das crianças é percebida pelas mães vítimas, como mais stressante, possivelmente fomentada também pela falta de envolvimento e inconsistência do pai nesta função. Por fim, estas mães referem a sua relação com os seus filhos também ela pautada de um maior número de conflitos, relativamente às mães não vítimas. (Holden & Ritchie, 1991; Wolfe et al., 1985; Wolfe et al., 1986; Wolfe et al., 1988 cit. Peled & Davis, 1995; Walker, 1984; Rosenbaum & O'Leary, 1981; McCloskey et al., 1995; Spaccarelli et al., 1994, cit. Margolin, 1998).

 

Severidade e cronicidade do abuso - a hipótese proposta por alguns autores segundo a qual a gravidade do impacto de exposição, nestas crianças, reflecte a natureza, extensão e severidade da violência marital parece ser corroborada por um ou outro estudo (Strauss, 1990; Jaffe et al., 1986a; Rosenberg, 1989, cit. Margolin, 1998). No entanto, devido à dificuldade de controle das diferentes variáveis inerentes a este fenómeno, é difícil definir o seu verdadeiro impacto.


Factores protectores

Em conformidade com as conhecidas diferenças reactivas destas crianças face à vitimação indirecta, e sabendo-se da existência de casos de resiliência, alguns autores propõem três categorias de factores protectores:

a) suporte dentro do sistema familiar (como um bom relacionamento com uma das figuras parentais ou substituto;

b) suporte exterior ao sistema familiar (como uma figura de apoio externa à família, um grande envolvimento em actividades da comunidade ou participação da criança numa actividade onde é positivamente reconhecida);

c) atributos da criança (como elevado nível de inteligência, atractividade física e elevada auto-estima) (Garmezy, 1983 cit. Margolin, 1998; Sani, 1999).


Integração de padrões de comunicação disfuncionais

Diversos estudos sustentam a existência de padrões de domínio e poder como promotores da conflitualidade na interacção conjugal. Nesta dinâmica de influências, Lloyd (1999) refere encontrar invariavelmente padrões de comunicação rígidos e sequenciais, envolvidos num clima de afectos negativos, onde a belicosidade do agressor corresponde ao medo e resistência da vítima (Lloyd, S. A., 1999). Nesta complexa interacção parental, a criança interpreta a violência que testemunha como uma forma de alcançar objectivos pessoais, transformando-a numa estratégia de sobrevivência face ao perigo e desencadeando comportamentos agressivos, como tentativa de manutenção de um sentimento mínimo de segurança. Neste contexto, Jaffe et al. (1986, cit. Wagar & Rodway, 1995), referem que estas crianças se encontram em elevado risco de internalizarem que: (I) o conflito é resolvido através da violência; (ii) as interacções familiares implicam sempre violência; e que (iii) a violência é utilizada como uma forma de lidar com o stress. O grau em que estes esquemas mentais se estruturam e cristalizam depende da identificação da própria criança com o agressor, bem como com a vítima. Neste sentido, alguns estudos sustentam o paralelismo entre o comportamento de crianças do sexo masculino exteriorizando comportamentos agressivos (Noller, Feeney, Peterson, Sheehan, ?) e no que se refere às crianças do sexo feminino, identificam uma maior identificação com a mãe vítima, modelando a sua percepção dos papéis de género, onde a mulher é desprovida de poder.

Aqui deparamo-nos com o fenómeno da transgeracionalidade da violência doméstica, pelo que o trabalho de intervenção com crianças expostas a ambientes de violência conjugal, para além de actuar como atenuante dos efeitos da exposição, poderá também obter resultados ao nível da prevenção primária.


Notas finais

Com esta breve exploração teórica, pretendemos apenas, expor superficialmente algumas características desta problemática, do ponto de vista da vítima, explorando apenas duas situações - a mulher, como vítima directa de violência conjugal e a criança, como vítima indirecta da violência que se desdobra diariamente entre os seus progenitores.

No entanto, a problemática da violência conjugal não se esgota nestes dois actores, nem tão pouco se circunscreve ao ponto de vista da vítima (quer ao nível da sua análise teórica, quer sob o prisma do apoio profissional e estruturas sociais de ajuda, que deverão ser superiormente acauteladas). Por este motivo, penso ser importante que cada vez mais se tenha em atenção abordagens mais globalizantes do fenómeno, por forma a que se procure sempre que possível, uma solução integradora dos diferentes intervenientes, ao nível explanação teórica, bem como, no que se refere à nossa intervenção enquanto técnicos, procurando assim, que se desenvolvam estruturas sociais de apoio alternativas que contemplem também o trabalho junto do perpetrador. Este, em grande parte dos casos carece igualmente de ajuda profissional, no sentido em que, não raramente, se trata de pessoas com distúrbios de personalidade, sem que este facto surja como factor desculpabilizante do seu comportamento, mas antes como possibilidade de interpretação e intervenção.

Enquanto subsistir alguma estrutura familiar, mesmo que disfuncional, e enquanto no interior desta não tenham sido esgotados todos os seus recursos, não deveremos rejeitar a sua capacidade de reorganização positiva, sendo que este esforço requer a intervenção também junto do agressor, sempre que tal seja possível.



Bibliografia

 

Davies, P. & Cummings, E. (1994). Marital conflict and child adjustment: An emotional security hypothesis. Psychological Bulletin, 3, 387 - 411.

Holden, G. W. & Ritchie, K. L. (1991). Linking extreme marital discord, child rearing and child behavior problems: Evidence from battered women. Child Development, 62, 311 - 327.

Giddens, A. (1994). As Consequências da Modernidade. Lisboa: Celta Editora.

Henning, K., Leitenberg, H., Coffey, P., Bennet, T., Jankowski, M. K. (1997). Long-term psychological adjustment to witnessing interparental physical conflict during childhood. Child Abuse & Neglect, vol.21, 6, 501-515.

Lipovetsky, G. (1983). A era do vazio. Lisboa: Relógio d'Água.

Lloyd, S. A. (1999). The Interpersonal and Communication Dynamics of Wife Battering. In Arriaga, X. B. & Oskamp, S. (Eds.), Violence in intimate relationships. (pp.91-111). Sage Publications.

Margolin, G. (1998). Effects of Domestic Violence on Children. In P. K. Trickett & C. J. Schellenbach (Eds.), Violence against children in the family and the community. (pp.57-101). Washington: APA.

Matos, M. & Machado, C. (1999). Violência conjugal e o modelo de intervenção em crise. Psicologia: teoria, Investigação e Prática, vol. 2, 373-388.

McCloskey, L. A., Figueiredo, A. J., Koss, M. P. (1995). The Effects of Systemic Family Violence on Children's Mental Health. Child Development, vol.66, 1239-1261.

Noller, P., Feeney, J., Peterson, C., Sheehan, G. (?). (pp. 273 - 300).

Pais, E. (1999). Tipologia do homicídio conjugal em Portugal: contextos e especificidades. Psicologia: teoria Investigação e Prática,vol.2, 325-346.

Peled, E., Davis, D. (1995). Groupwork With Children of Battered Women. A practioner's Guide. Califórnia: Sage Publications.

Sani, A. I. (1999). As vítimas silenciosas: a experiência de vitimação indirecta nas crianças. Psicologia: Teoria Investigação e prática, vol.2,247-257.

Silva, C. (2000). (Des)existir no silêncio ou viver com voz. Seminário de Investigação, Universidade do Minho, Portugal.

Wagar, J. M., Rodway, M. R. (1995). An Evaluation of a Group Treatment Approach for Children Who Have Witnessed Wifw Abuse. Journal of Family Violence, vol.10, 3, 295-306.

 



* Psicóloga no Centro de Aconselhamento e Detecção Precoce do HIV de Coimbra aganho@hotmail.com

 

 

[1] As crianças que vivem nestas circunstâncias são 12 a 14 vezes mais susceptíveis de serem sexualmente abusadas pelo parceiro da mãe e a probabilidade de serem vítimas de abuso sexual no exterior das suas casas é 7 vezes superior (Margolin, 1998).



Comente Comente     Imprimir Imprimir     Enviar artigo Enviar artigo
Classificar artigo:     
2503 visualizações A- A+
ARTIGOS RELACIONADOS
Não tem artigos relacionados.

As mensagens colocadas neste website são avaliadas pela equipa de moderação antes de serem tornadas públicas.
Agradecemos a vossa compreensão.

   
* O Seu Nome:
* O Seu E-mail:
* O Assunto:
* O Seu Comentário:
* Código de Segurança: Confirme o Código de Segurança.
Por favor insira os 6 caractéres que estão presentes na imagem.
A inserção dos caractéres é sensível a maiúsculas e minúsculas (case sensitivity).
 
th8yrr
  
 
 
* O Seu Nome:
* O Seu E-mail:
* O Nome do Amigo:
* O E-mail do Amigo:
A sua Mensagem:
* Código de Segurança: Confirme o Código de Segurança.
Por favor insira os 6 caractéres que estão presentes na imagem.
A inserção dos caractéres é sensível a maiúsculas e minúsculas (case sensitivity).
 
k66I56
  
 
 
PUB
 
OPINIÃO
 
QUESTIONÁRIO
Violência Online Violência Online - informação, investigação, intervenção Violência Online - informação, investigação, intervenção, expertmedia, xmedia