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Apoio às vítimas de violência doméstica na F.Foz
2005-09-29
A Rede tem como objectivos:
Desenvolver uma maior articulação entre as entidades no encaminhamento e acompanhamento das vítimas;
Apoiar e orientar as vítimas de violência, permitindo uma assistência psicológica e social, visando uma maior consciência do seu papel e dos seus direitos, contribuindo para a reformulação do seu projecto de vida;
Sensibilizar e informar a comunidade no sentido de contribuir para a promoção de uma cultura de não violência, baseada no respeito pelos direitos e deveres de cada um dos membros da família, em particular dos mais fragilizados (mulheres, crianças e idosos);
Dotar de maior competência profissional e pessoal os técnicos que, de forma directa ou indirecta, lidam com situações de violência familiar, contribuindo igualmente para um melhor e mais aprofundado conhecimento deste fenómeno.
Garantir a uniformização de procedimentos de intervenção, através do preenchimento pelos técnicos (não só da Rede, mas também da Consulta de Violência Familiar do Hospital Sobral Cid) deste registo de atendimento e através da utilização da base de dados onde o mesmo está integrado.
As instituições parceiras desenvolvem uma articulação entre si na sinalização, encaminhamento e acompanhamento das vítimas de violência doméstica. O processo de intervenção inicia-se com o pedido efectuado pessoal ou telefonicamente pela vítima, por familiares ou outros elementos aos técnicos das instituições parceiras, procedendo estes ao seu registo em modelo criado para o efeito.
A situação de violência sinalizada só passa a ser acompanhada pela Rede quando, dada a resposta adequada na crise e avaliada, pela entidade sinalizadora, se verifica a necessidade de acompanhamento mais prolongado da situação. Nesse caso deverá ser contactada a instituição da área de residência da vítima. Após a sinalização à Rede, o técnico organiza a informação recebida, de modo a fazer a leitura dinâmica/ecossistémica do caso, tendo em conta os factores de risco, mas fazendo desde logo salientar os factores de protecção, elementos positivos, geradores de esperança nas famílias e nos técnicos, criando ou reforçando em ambos um sentimento de confiança e competência.
Feito o diagnóstico inicial, já numa perspectiva de intervenção, que poderá ser mais ou menos aprofundada, de acordo com a complexidade do próprio caso, o técnico contacta a entidade coordenadora, para que este possa ser agendado na próxima reunião, a fim de se proceder à sua análise, tendo em vista a elaboração de um plano integrado de intervenção de apoio à vítima. Actualmente, a Rede efectua o acompanhamento de 27 processos distribuídos pelas várias entidades parceiras.
Esta Rede estabeleceu uma parceria com o Grupo "VIOLÊNCIA: Informação, Investigação e Intervenção" (V!). Dela decorre que o Dr. João Redondo e a Professora Doutora Madalena Alarcão efectuam a supervisão da intervenção dos técnicos, permitindo na análise uma melhor compreensão das estratégias conjuntas a adoptar. Os contactos poderão ser efectuados para qualquer uma das citadas instituições:
Casa de Nossa Senhora do Rosário, a Delegação da Cruz Vermelha Portuguesa da Figueira da Foz, Associação Goltz de Carvalho, Centro Social Cova Gala, Centro Distrital de Solidariedade e Segurança Social de Coimbra, Instituto de Reinserção Social, Centro de Saúde e Hospital Distrital da Figueira da Foz
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