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SOCIEDADE
Sociedade

Projecto de Intervenção em Rede (PIR)
2011-04-24

Nota introdutória

A violência doméstica (VD), atingindo, fundamentalmente, crianças, mulheres e idosos, constitui uma violação dos direitos humanos e das liberdades fundamentais e uma ofensa à dignidade humana, limitando o reconhecimento e exercício de tais direitos e liberdades.
Acontece em todos os sectores da sociedade, ao longo do ciclo vital, sem distinção de classe social, grupo racial, nível económico, educacional ou religião.
Produz considerável sofrimento e consequências negativas para a saúde. Trata-se, em suma, de um problema complexo, muitas vezes envolto no silêncio e, por isso, difícil de quantificar, para o qual não há respostas fáceis mas que urge combater em tempo útil.
A VD constitui também um problema de saúde, com expressão (entre outros serviços) a nível dos Cuidados Primários e dos Serviços de Urgência. Os profissionais destes serviços estão estrategicamente posicionados para uma detecção mais precoce dos casos de VD e para uma intervenção e encaminhamento capazes de contribuir para quebrar o ciclo de violência e o impacto desta na perda de qualidade de vida dos vários "actores" envolvidos.

Conforme é referenciado no Plano Nacional de Saúde a capacitação do sistema para a inovação passa, entre outros aspectos, pela definição e adequação de uma política de recursos humanos, pela gestão da informação e do conhecimento, pelo incentivo da investigação e desenvolvimento em saúde.
Na área da violência doméstica a melhoria dos cuidados de saúde está associada à identificação precoce das situações de violência e à avaliação / prevenção do risco associado. A identificação poderá ser vista como o primeiro passo num continuum de intervenções.
Defende-se assim a importância da existência de uma Rede de Cuidados que privilegie a continuidade, a ACESsibilidade e a personalização destes e que a par com a identificação precoce das situações de violência, possibilite respostas rápidas, assentes numa relação humanizante e de confiança.

Neste enquadramento, e no âmbito de uma parceria da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) com a Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) e o Centro Hospitalar Psiquiátrico de Coimbra (CHPC), decorre desde 1 de Maio de 2009 a execução do Projecto de Intervenção em Rede (PIR), dirigido à problemática da violência doméstica/ familiar.

PROJECTO DE INTERVENÇÃO EM REDE

1. Breve nota sobre o Projecto

O Projecto de Intervenção em Rede - dirigido à problemática da violência doméstica / familiar - resulta de uma parceria da Comissão para a Cidadania e Igualdade de Género (CIG) com a Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) e o Centro Hospitalar Psiquiátrico de Coimbra (CHPC).
Visa este projecto, entre outras iniciativas, contribuir para a implementação de uma rede de cuidados na região de Coimbra que privilegie, a par com uma maior eficácia na avaliação/ intervenção, a importância de promover/ estimular nos Serviços de Saúde (no âmbito de uma rede alargada/ multidisciplinar de serviços) a emergência de condições facilitadoras à:

  • Definição e implementação de estratégias que contribuam para quebrar o "ciclo da violência";
  • Existência de uma rede de serviços, facilitadora da continuidade, ACESsibilidade e personalização dos cuidados, que tenha em conta a importância de respostas rápidas e adequadas, caso a caso, a par com uma identificação/ sinalização mais precoce das situações/ complicações de(a) violência doméstica;
  • Avaliação das estratégias desenvolvidas;
  • Implementação de contextos/ instrumentos que possibilitem o registo e análise da informação visando respostas cada vez mais adequadas às reais necessidades dos subsistemas em crise/ Conhecimento mais preciso da epidemiologia deste fenómeno.

Trata-se de um projecto pioneiro, com uma duração de 36 meses, cujas actividades a desenvolver estão enquadradas em três eixos de acção: Informação, Investigação, Intervenção e cuja organização e coordenação são da responsabilidade do Serviço de Violência Familiar do CHPC.
O projecto iniciou em 1 de Maio de 2009 e termina em 30 de Abril de 2012.

2. Actividades previstas no âmbito do PIR

Sensibilização em Violência Doméstica
Divulgar conceitos básicos e princípios de intervenção na Violência Doméstica junto das Equipas de Cuidados de Saúde Primários / Centros de Saúde, Equipas dos Serviços de Urgência e Técnicos das redes locais de serviços. Simultaneamente, pretende-se motivar estes agentes para a importância da criação de uma rede de prestação de cuidados.

Formação em Violência Doméstica
Criar competências a nível das Equipas dos Serviços de Urgência e das Equipas dos Cuidados Primários de forma a permitir aos técnicos Triar/ Avaliar (risco) e Encaminhar/ Intervir os "actores" envolvidos na problemática da violência doméstica / familiar.
Potenciar a nível dos Serviços e Técnicos, da área geográfica de influência do SU, conhecimentos sobre VD que lhes possibilitem um encaminhamento informado e ajustado às competências do SU, tendo em conta as necessidade do caso a caso, de forma a ajudar a contribuir para uma maior adequação das respostas ao problema. (pré e pós avaliação no SU).

Encontro Científico (agendado para 23 de Novembro de 2011)
Reavaliar o trabalho desenvolvido. Potenciar o conhecimento adquirido. Reflectir estratégias de continuidade.

Supervisão de Casos
Reforçar o trabalho em rede, visando, a curto, médio e longo prazo, implementar estratégias e intervenções mais adequadas à problemática da VD, no sentido da emergência de uma rede multidisciplinar e multisectorial de cuidados.

Guião de Recolha de Informação
Construção de um guião de recolha de informação (incluindo instrumentos de avaliação específicos) junto de vítimas, agressores - no contexto da violência doméstica (VD) - e respectivas famílias e outras redes de suporte (primárias e secundárias), com vista a caracterizar a "situação-problema; avaliar o potencial de risco / recursos disponíveis; ajudar a reflectir a definição da estratégia de intervenção no caso-a-caso.
A construção do SVF_ACO_V1 visa a "apropriação" desta estratégia e a sua utilização em serviços que representam potenciais portas de entrada/ apoio aos "actores" associados à problemática da violência doméstica (Ex: Cuidados de Saúde Primários, Comissões de Protecção de Crianças e Jovens, Equipa Multidisciplinar de Apoio aos Tribunais, Escolas/Serviços de Psicologia, Casas Abrigo).

Brochura de Divulgação
Divulgar as respostas criadas no decurso do presente projecto, junto da sociedade civil

Livro
Divulgar a história e experiência do Grupo V!, bem como, do Serviço de Violência Familiar, relativamente às estratégias adoptadas visando reforçar a importância de uma:
Leitura e compreensão da problemática de VD tendo sempre em conta os vários "actores" envolvidos (agressores, vítimas, famílias, redes de suporte).
Visão multidisciplinar, multisectorial e em rede na organização dos cuidados (primários, secundários e terciários).
Organização capaz de sinalizar mais precocemente o problema, avaliar de forma mais precisa o risco, e de definir estratégias mais adequadas às reais necessidades associadas à problemática da VD (o que potencialmente condicionará respostas de maior qualidade e um menor custo associado).
Organização capacitada para defender os técnicos do stress laboral associado.

Avaliação do Trabalho em Rede
Avaliação da articulação entre as várias entidades consideradas no trabalho de articulação em rede para resposta a cada caso sinalizado (p.e., Serviço de Urgência, Forças Policiais, Departamento de Investigação e Acção Penal, Serviços de Saúde/Cuidados Primários e Sociais locais, Serviço de Violência Familiar - CHPC, ...).
Avaliação do grau de satisfação dos técnicos e dos utentes (vítimas e agressores) relativamente à intervenção realizada (com particular ênfase para o conhecimento dos aspectos considerados como mais-valias, dificuldades e desconfortos gerados pelo trabalho em rede).
Avaliação da eficácia da intervenção em rede (nomeadamente da qualidade das respostas e das mudanças alcançadas).
Avaliação do custo/benefício da intervenção em rede.

RESPONSÁVEL TÉCNICO DO PROJECTO
João Redondo, Dr.
Psiquiatra, Coordenador do Serviço de Violência Familiar do CHPC
Membro co-fundador do Grupo Violência: Informação, Investigação, Intervenção

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 Fotos PIR



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