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APRESENTAÇÃO
Apresentação

Apresentação

GRUPO VIOLÊNCIA: Informação, Investigação, Intervenção (2002)

 

 

Introdução

 

O GRUPO VIOLÊNCIA dirigido, num primeiro momento, à VIOLÊNCIA DOMÉSTICA resulta da convergência de um grupo de técnicos, onde, subjacente à sua actividade enquanto prestadores de serviços (rede secundária), existe uma rede primária (amigos/conhecidos), criada ao longo de anos de trabalho, que tem facilitado o ENCONTRO e a reflexão acerca de algumas problemáticas/potenciais estratégias, visando melhorar a qualidade de vida de quem sofre.

A violência doméstica, atingindo, fundamentalmente, crianças, adolescentes, mulheres e idosos, constitui uma violação dos direitos humanos e das liberdades fundamentais e uma ofensa à dignidade humana, limitando o reconhecimento e exercício de tais direitos e liberdades. Acontece em todos os sectores da sociedade, ao longo do ciclo vital, sem distinção de classe social, grupo racial, nível económico, educacional ou religião. Produz considerável sofrimento e consequências negativas para a saúde. Trata-se, em suma, de um problema complexo, muitas vezes envolto no silêncio e, por isso, difícil de quantificar, para o qual não há respostas fáceis mas que urge combater em tempo útil.

Neste quadro de referência, e tendo em conta a importância da multidisciplinaridade das estratégias inerentes à abordagem desta problemática, considera-se fundamental a existência de um mapa institucional, facilitador da continuidade e acessibilidade nos cuidados, e que tenha, também, em conta a importância de respostas mais rápidas e adequadas às solicitações inerentes às problemáticas da violência doméstica.

 

 

Objectivos/Estratégias

 

Visando uma intervenção mais precoce, assim como a prevenção do agravamento da crise, com todas as consequências que lhe são inerentes, os Cuidados Primários poderão ser um dos espaços a privilegiar para a sinalização da violência doméstica/familiar.

Em colaboração com a Saúde, Justiça e Departamentos da Polícia, com Técnicos do S. Social e outros profiddionais da comunidade, defendemos a importância da adopção de medidas e atitudes que facilitem a definição e implementação de estratégias/redes de suporte para as vítimas de violência que, concomitantemente, possam contribuir para quebrar o "ciclo da violência".

A epidemiologia deste fenómeno precisa de ser conhecida. Torna-se, assim, necessário o desenvolvimento de instrumentos e contextos que possibilitem o registo e análise desta informação, tendo em vista uma avaliação mais real das necessidades emergentes das vítimas e dos agressores, no domínio da violência familiar.

Para uma, ainda, maior eficácia na intervenção, defende-se a importância do desenvolvimento de parcerias, protocolos e guidelines, visando melhorar a acessibilidade, continuidade e rapidez na prestação de cuidados.

A fim de contribuir para publicitar e aumentar a consciência social sobre esta problemática é necessária mais informação dirigida:

-        ao Público em geral (informação relativa às atitudes a adoptar perante situações de violência familiar);

-      às Famílias, privilegiando os subsistemas da comunidade com quem estas mais frequentemente interagem (os Serviços de Saúde, a Escola, as Associações Locais, a Igreja, as ATL, etc.);

-       aos Técnicos (das áreas da Saúde, da Justiça, da Polícia, do Social, da Educação) através da promoção de espaços de encontro que possibilitem informar, formar e avaliar as estratégias implementadas e a implementar.

 

 

Da teoria à prática

 

De acordo com a matriz anteriormente definida pretendemos, com o GRUPO VIOLÊNCIA, colaborar na (re)definição e implementação de estratégias que permitam, nos próximos anos, ajudar a criar condições facilitadoras à existência de uma rede de cuidados, com profissionais/instituições (fácilmente) referenciados, onde sejam possíveis respostas rápidas e adequadas, a par com a identificação/sinalização mais precoce das situações/complicações da violência doméstica. Este grupo propõe-se, ainda, partilhar experiências e saberes com todos quantos, no terreno, se confrontam com as mais diversas situações-problema, procurando, neste quadro de referência, responder (no âmbito da leitura e compreensão, do caso-a-caso) às questões que nos possam ser colocadas a nível nacional.

Como primeiro movimento "nasce" o "site" www.violencia.online.pt. Atendendo a que se trata de um espaço de troca de informação, pretendemos estimular todos os profissionais a avaliar/precisar os recursos existentes na (sua) comunidade, bem como a sua capacidade de resposta, no âmbito da problemática da violência doméstica.

No que respeita à Formação, esperamos poder contribuir para reforçar/estimular os vários interventores a produzir textos/publicações (para eventual publicação no violencia.online.pt) e a criar espaços de encontro (congressos, encontros, oficinas, acções de sensibilização, etc.), visando complementar a formação (dos profissionais) e sensibilizar/informar a população em geral.

No âmbito da Investigação, nesta fase inicial, e a par com os dados estatísticos a que tenhamos acesso, procuraremos conhecer/desenvolver os instrumentos e contextos que têm possibilitado o registo e análise desta informação.

Sempre que se justifique, o grupo de trabalho estruturará e divulgará o conhecimento mais relevante gerado no âmbito do Projecto, sublinhando as recomendações que se considerem oportunas.

Não perdendo de vista a importância de contribuir para a sensibilização do público, em geral, para esta problemática, encontra-se disponível na página de abertura do site, informação genérica (conceitos/definições) sobre as problemáticas associadas à violência doméstica, ao longo do ciclo vital, e legislação, a par de uma lista de contactos/Instituições a quem recorrer.

 


 

Parceiros do GRUPO VIOLÊNCIA em 2011

 

Administração Regional de Saúde do Centro
Dr. Fernando Gomes da Costa (Médico de Família); Dra. Mª José Hespanha (Médica de Família)

Centro Distrital de Solidariedade e Segurança Social do Distrito de Coimbra
Dra. Emília Santos (Assistente Social); Dra. Anabela Rodrigues (Assistente Social)

Centro Hospitalar de Coimbra
- Departamento de Psiquiatria da Infância e da Adolescência do Hospital Pediátrico
Dra. Beatriz Pena (Pedopsiquiatra); Dra. Anabela Fazendeiro (Psicóloga)
- Serviço de Urgência do Hospital Geral
Dr. José Manuel Almeida (Cirurgião); Dra. Maria João Frade (Neurocirurgiã)

Centro Hospitalar Psiquiátrico de Coimbra
Dr. João Redondo (Psiquiatra); Dra. Luísa Rosa (Psiquiatra)

Delegação de Coimbra do Instituto de Medicina Legal, IP
Dra. Rosário Lemos (Médica Legista)

Departamento de Investigação e Acção Penal - Coimbra
Dra. Paula Garcia (Procuradora da República)

Faculdade de Psicologia e Ciências da Educação da Universidade de Coimbra
Prof. Doutora Madalena Alarcão (Psicóloga); Prof. Doutor Rui Paixão (Psicólogo)

Fundação Bissaya Barreto
Dra. Fátima Mota (Assistente Social)

Gabinete de Apoio à Vítima de Coimbra - APAV
Dra. Natália Cardoso (Jurista)

Guarda Nacional Republicana de Coimbra
Vítor Simões (Cabo-Chefe)

Instituto Nacional de Emergência Médica
Dra. Sara Rosado (Psicóloga)

Polícia de Segurança Pública de Coimbra
Manuel Jesus (Chefe); Graça Tejo (Agente)

 

 

ACORDOS de COOPERAÇÃO com:

            Escola Superior de Educação de Coimbra;

            Sociedade Portuguesa para o Estudo da Saúde Mental

            M & A Digital

 

 

(Adaptado por João Redondo, a partir do texto do Protocolo de Contituição do Projecto VIOLÊNCIA - Informação, Investigação, Intervenção)


 



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